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Pesquisadora lista impactos ambientais e urbanos

  • Maria Lúcia Araújo Mendes
  • 22 de mai. de 2018
  • 2 min de leitura

Para a especialista, a continuidade do verde urbano está sendo rompida por várias barreiras físicas. “No caso, uma via de ônibus é uma barreira física”, explica. Por Roy Rogeres


Publicado no A Tarde

Maria Lúcia Araújo Mendes, professora do programa de pós-graduação em arquitetura e urbanismo da Universidade Federal da Bahia (Ufba), listou os maiores impactos ambientais e urbanos que podem ser consequências do projeto BRT.

Para a especialista, a continuidade do verde urbano está sendo rompida por várias barreiras físicas. “No caso, uma via de ônibus é uma barreira física”, explica.

“Conectividade ecológica versus conectividade de humanos. Este é um ponto importante, visto que a vida selvagem dentro da cidade fica restrita a algumas áreas remanescentes da mata ou do ecossistema que existia anteriormente, refúgio de animais silvestres. São animais que quase não se vê, como as corujas e morcegos, que se alimentam das árvores e plantas”, diz a professora.

Outro aspecto, para ela “ainda mais grave” do ponto de vida ecológico, consiste na transformação climática: “Uma área devastada com a passagem de uma via sofre, pois o local passa a sentir os fluxos térmicos: ônibus e carros queimam combustíveis fósseis e aquecem o ar que circula. As vias concentram fluxos térmicos, enérgicos, que têm como subproduto o aquecimento do ar urbano”. Além disto, conforme a especialista, viadutos funcionam como instrumentos para a estocagem de calor. “Ou seja, efeitos térmicos e concentração de poluentes transformam o clima do local”, advertiu.

O aspecto estético também foi avaliado por Maria Lúcia como prejudicado. “A intervenção vai depor contra a beleza da cidade, conquistada a duras penas, e sem que haja uma análise específica. A forma como o projeto está sendo feito, sem a busca de alternativas sustentáveis e ecológicas, é absurda”, criticou.

Outro fator não previsto pelo projeto, de acordo com a acadêmica, é referente à não realização de estudos da mobilidade das pessoas dos bairros que circundam as linhas. “Origem e destino de fluxos sociais não foram avaliados. Se houvesse um estudo de necessidade real para estas pessoas ainda poder-se-ia aceitar alguns argumentos para a execução deste projeto. Mas diversas lacunas continuam não sendo preenchidas, e várias indagações importantes seguem sem respostas técnicas e coerentes”.

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